Os jovens, a fé e o discernimento vocacional foi o tema do XV Sínodo Ordinário do Bispos, realizado em Roma, de 03 a 28 de outubro de 2018, sob a orientação do Papa Francisco. O Sínodo foi uma oportunidade para que a Igreja, através dos bispos e jovens refletissem sobre a realidade juvenil, ouvindo seu clamores, sugestões e esperanças.
Ser jovem nos dias de hoje
Nossos jovens enfrentam muitos desafios, podemos destacar alguns, como: ausência de referência, de modelos; grande diversidade de propostas, diferentes vozes, estímulos, solicitações e pouco discernimento; imediatismo; consumismo; hedonismo; violência; agressividade; alienação; ateísmo; sentimento de descrença nas instituições; vazio existencial; falta de uma razão para viver. A desestruturação familiar atinge em cheio a juventude. O divórcio e as questões familiares também estão entre esses desafios. A juventude vive um clima de incerteza, de falta de clareza por onde caminhar.
O chamado de Deus para a construção do Reino
Vocação é um dom gratuito de Deus, o chamado que ele faz, de forma particular a cada um. Trilhar esse caminho é muito importante, pois quando realizamos a vontade de Deus e a nossa vocação nos realizamos interiormente e encontramos o sentido da vida. A primeira vocação que recebemos é a vida; a segunda é o chamado à santidade que todo cristão recebe de Deus. Depois, existem vocações específicas dentro do campo profissional. Contudo existe a vocação cristã, como é o caso da vocação ao matrimônio, à vida religiosa, ao sacerdócio, à vida laical ou comprometida, ou seja, é Deus quem nos inspira, é Ele quem nos vocaciona e coloca em nós essa iniciativa.
Vida de solteiro e vida em família
Há uma vocação que não é muito falada, mas que a Santa Madre Igreja não ignora, e que pode ser tão frutífera quanto a vida consagrada, diz respeito à vida de solteiro. É nesta vocação, que, muitas vezes, são encontradas demonstrações do amor universal para com todas as pessoas, de modo que pode se assemelhar à entrega de outros consagrados. Uma pessoa pode viver um chamado pessoal e especial de Deus a ficar solteiro, pois Deus o fez para estar cheio no amor, para viver para amar os outros e buscar o bem. Isso a torna plenamente feliz! Já a vocação matrimonial implica o compromisso de, no seio familiar, todos se engajarem na construção do Projeto do Criador. O Documento de Aparecida nos fala que “pertence à natureza humana que o homem e a mulher busquem um no outro sua reciprocidade e complementariedade” (nº 116). É na família que a pessoa “descobre os motivos e o caminho para pertencer à família de Deus” (nº 118). A família é o lugar onde brotam todas as vocações.
Vida de sacerdote
São pessoas chamadas a viver uma vida de serviço a Deus. Os sacerdotes estão autorizados a administrar sacramentos como confessar a outros, sob o compromisso de não revelar o que ouviram; celebrar a Eucaristia; batizar; casar; dar a unção dos enfermos (extrema-unção). Para Papa Francisco: "Ser sacerdote significa arriscar a vida pelo Senhor e pelos irmãos, carregando na própria carne as alegrias e angústias do povo, dedicando tempo e escuta para curar as feridas dos outros, oferecendo a todos a ternura do Pai”.
Vida como freira ou religiosa
Em resposta ao apelo de Cristo, freiras ou religiosas têm suas vidas baseadas em oração e em serviço. Uma freira nasce da iniciativa de Deus, é dom do amor de Deus! Trata-se de uma vocação que envolve, em primeiro lugar, a ação gratuita de Deus, fortalecida pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal, comunitário e na vida consagrada.
Em todos esses tipos de vocação, Deus está presente
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